Presentismo no trabalho: quando estar presente já não significa produtividade
- Diamantina Moreira

- 24 de mar.
- 3 min de leitura

Por: Diamantina Moreira (Cédula Profissional OPP, Nº13205) | Psicóloga e Diretora Técnica Wyclinic
Acabámos de entrar em março de 2026. Já refletiu sobre como está a sua empresa neste momento? Tem observado alterações na motivação, energia ou produtividade dos seus colaboradores?
No atual contexto profissional, existe uma linha cada vez mais ténue entre dedicação ao trabalho e exaustão emocional.
Em Portugal, muitas empresas enfrentam hoje um desafio silencioso, mas com grande impacto: o presentismo.
Mas afinal, o que é o presentismo?
Não se trata de colaboradores que faltam ao trabalho. Pelo contrário. São profissionais que estão presentes fisicamente, cumprem horários e continuam a trabalhar — mas cuja produtividade, motivação e saúde mental estão gradualmente a deteriorar-se.
O colaborador está presente, mas não está verdadeiramente disponível para produzir com qualidade.
Ignorar este fenómeno pode ter consequências sérias para as empresas.
O impacto do presentismo nas empresas portuguesas
Os dados revelam que a saúde mental no trabalho é hoje um dos maiores desafios organizacionais.
Segundo estudos divulgados pela Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP):
Os problemas de saúde mental no trabalho custam mais de 3,2 mil milhões de euros por ano às empresas portuguesas em perda de produtividade.
Cerca de 30% das baixas médicas estão diretamente associadas a burnout, esgotamento e stress ocupacional.
O custo de não agir é hoje superior ao investimento em prevenção e apoio psicológico.
Estes números mostram uma realidade clara: o bem-estar psicológico deixou de ser apenas uma preocupação individual — é uma questão estratégica para as organizações.
3 sinais de que um colaborador pode estar em esgotamento
Identificar precocemente os sinais de exaustão pode evitar consequências mais graves para o colaborador e para a empresa.
Os sinais mais frequentes incluem:
Mudança de atitude e desmotivação
O colaborador passa a demonstrar uma visão mais negativa do trabalho. Atividades que antes eram realizadas com envolvimento passam a ser feitas com distanciamento ou falta de interesse.
Fadiga na tomada de decisões
Surge dificuldade em tomar decisões simples, falta de clareza mental ou sensação constante de sobrecarga cognitiva — mesmo após períodos de descanso.
Desconexão emocional
Pode manifestar-se através de irritabilidade com colegas, clientes ou liderança. Em alguns casos surge também uma sensação de “anestesia emocional”, em que conquistas ou resultados positivos deixam de gerar satisfação.
O papel da liderança na prevenção do burnout
Todas as empresas lidam com níveis de stress no dia-a-dia. No entanto, uma empresa saudável não é aquela que elimina o stress, mas aquela que sabe gerir o impacto que ele tem nas pessoas.
A resposta ao presentismo vai muito além de medidas pontuais, como dias extra de descanso. Exige uma cultura organizacional que valorize verdadeiramente a saúde psicológica.
Entre as medidas mais eficazes destacam-se:
Acesso a apoio psicológico especializado
Facilitar aos colaboradores o acesso a consultas de psicologia permite identificar precocemente situações de risco e oferecer suporte adequado.
Segurança psicológica no ambiente de trabalho
Criar um ambiente onde os colaboradores se sintam seguros para expressar dificuldades ou pedir ajuda sem receio de julgamento ou represálias.
Literacia emocional nas equipas
Promover formação que permita aos colaboradores reconhecer sinais de stress, esgotamento e sobrecarga emocional — tanto em si próprios como nos colegas.
Como a Wyclinic pode apoiar a sua empresa
Na Wyclinic, acreditamos que cuidar da saúde mental dos colaboradores é investir diretamente na sustentabilidade e no desempenho das organizações.
A nossa equipa desenvolve programas personalizados de saúde psicológica para empresas, que podem incluir:
avaliação do bem-estar organizacional
ações de formação e sensibilização
programas de prevenção do burnout
acompanhamento psicológico individual para colaboradores
O nosso objetivo não é apenas tratar sintomas, mas fortalecer o capital humano das organizações.
Investir na saúde mental é investir no futuro da empresa
As empresas que priorizam o bem-estar psicológico dos seus colaboradores tendem a apresentar maior produtividade, maior retenção de talento e equipas mais motivadas.
Criar uma cultura de bem-estar não é apenas uma responsabilidade social — é uma decisão estratégica de liderança.
Se pretende implementar uma abordagem mais sustentável à gestão do stress e da saúde mental na sua empresa, a Wyclinic pode ajudar.
Investir na saúde mental dos colaboradores é um investimento com retorno real em produtividade, compromisso e crescimento organizacional.



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