Exames sem asfixia: quando o sucesso académico custa a saúde mental
- Diamantina Moreira

- há 4 dias
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Por: Diamantina Moreira (Cédula Profissional OPP, Nº13205) | Psicóloga e Diretora Técnica Wyclinic

Maio. O mês em que muitos jovens e pais começam numa fase determinante para a vida do estudante. Para muitos jovens, a época de exames é um campo de batalha invisível. Em qualquer lugar em casa e da escola trava-se uma luta contra o relógio, os manuais e acima de tudo, contra a própria mente.
Vamos refletir? Até que ponto estaremos a normalizar o “sofrimento” em nome de uma nota.
A Perspetiva de Quem Sente: "E se eu falhar?"
Para os jovens alunos, a pressão não é apenas intelectual, é também física e emocional. Em muitos casos começa a existir uma ansiedade que se pode manifestar de múltiplas formas. Noites com dificuldade em dormir, “nó” ou dor no estômago ao acordar, sensação paralisante, perceção de que o seu valor pessoal está diretamente ligada a um número numa pauta.
É importante percebermos que não se trata apenas de nervosismo, é também o medo de falhar, de desiludir, o peso da competição e a incerteza sobre o futuro.
Quando os alunos não conseguem libertar-se deste stress, ele vai escalando e quando atinge o seu pico, começam a surgir falhas de memória, o raciocínio bloqueia e entra em “modo de sobrevivência”.
É urgente validar este sentimento: “tu não és a tua nota.”
O papel dos pais: ser porto de abrigo, não pressão extra
Nesta fase tão importante, os pais ou cuidadores têm um papel fulcral. Devem assumir o papel de reguladores emocionais e não de “fiscais do estudo”. Muitas vezes, na ânsia de ajudar, o discurso foca-se no "estuda mais" ou "tens de conseguir", o que apenas aumenta o ruído mental do jovem.
Surgem muitas dúvidas, medos, anseios do que fazer.
Como podem realmente na prática?
- normalizar a falha: conversar com o jovem e mostrar-lhe que um exame é uma etapa, não o veredito final da vida.
- ouvir sem julgamento: criar espaço para que o jovem possa expressar o que está a sentir, sem medos, confiante de que não vai ouvir um sermão.
- cuidar do básico: a alimentação adequada, hidratação, higiene do sono. Não se esqueça: um cérebro exausto não retém informação.
- incentivar às pausas: promover momentos de tranquilidade, de desconexão, sem culpa.
O limite da resistência: quando recorrer a ajuda profissional
O stress é necessário na vida. Precisamos dele para nos sentirmos motivados a agir. Contudo, existe uma linha muito ténue entre o stress funcional e a ansiedade patológica. Quando o jovem apresenta sintomas como:
- ataques de pânico;
- isolamento extremo;
- alterações severas no apetite;
- sinais de desespero profundosignifica que as ferramentas que tem não são suficientes.
Se está perante este cenário, procurar ajudar profissional pode ser o mais indicado. Lembre-se recorrer a um psicólogo ou profissional de saúde mental não é um sinal de fraqueza ou desistência. Muito pelo contrário, vai permitir ao jovem e à família desenvolver mecanismos de resiliência, muito úteis para esta fase e para as situações futuras.
O equilíbrio emocional é a base de qualquer performance de excelência.
O futuro não se mede em percentagens
Nesta época de exames, o maior sucesso que um jovem pode alcançar é terminar o processo com a sua saúde mental intacta. Notas recuperam-se; o bem-estar psicológico é o alicerce de tudo o resto.
Na Wyclinic, acreditamos que cuidar da mente é o primeiro passo para conquistar qualquer objetivo. Se sente que a pressão está a tornar-se insuportável, estamos aqui para ajudar a encontrar o equilíbrio.
Sente que a pressão dos exames está a tornar-se insuportável?
Se os sinais de ansiedade, as falhas de memória ou o "modo de sobrevivência" se tornaram constantes, saiba que não precisa de lidar com este peso sozinho.
Na Wyclinic, oferecemos acompanhamento psicológico especializado para ajudar jovens e famílias a navegar pelos desafios escolares com equilíbrio e resiliência.



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